A geneticização e a objetivação são informatizações que criam dados (materialmente na primeira e imaterialmente nas últimas) que representam formas físicas, químicas, biológicas e culturais. A via genética faz as forças físicas terem suas características anotadas e recriadas como informações usadas para acontecerem vivos certos indivíduos: os seres biológicos. Tal informação nesse nível é registrada fisicamente na ordenação dos ácidos nucléicos, que são, eu última instância, grandes moléculas: eis o limite bioquímico, a geneticização. O limite cultural estaria num processo de informatização não muito diferente: a objetivação, que cria um sujeito capaz de lidar com a informação de forma imaterial. A cultura acontece quando esses sujeitos objetivados compartilham objetivações para nomear as mesmas coisas no mundo. Eles passaram a ter existência imaterial na medida em que esses sujeitos se percebem no mundo não mais apenas como resultado da biologia que os constitui. Além de todas as fomes, os instintos, os impulsos e interferências hormonais, neuronais, digestivas, etc; o sujeito humano ganhou um apêndice em sua mente: a capacidade de objetivação, que antes de qualquer coisa constrói o primeiro construto imaterial: “eu”. Daí, ele passou a ser feito também com a mesma substância dos outros nomes e inaugurou a possibilidade de relação/comunicação/integração/comunhão imaterial com outros sujeitos via interação cultural.
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